O tempo vai passando, os dias mudam no calendário e faz já dez meses que você partiu deste mundo.
Continua sendo um assunto sensível para mim falar do seu falecimento. Creio que ainda não tenha aceitado por completo a nova realidade.
Mas quando a realidade é tão negra, talvez seja melhor viver na ilusão de ter você aqui. Sei que não está certo e que, mais cedo ou mais tarde, terei que enfrentar a realidade e reaprender a viver sem você.
Por enquanto, vou adiando esse confronto com o real e vou mantendo você por cá por mais um tempo, nem que seja só nos meus pensamentos.
O tempo não apaga o amor verdadeiro. Passaram 10 meses desde que perdi o meu pai e não houve um dia em que não pensasse nele ou em que não tivesse vontade de lhe ligar.
Acarinho todos os momentos que compartilhamos e tento encontrar forma de não me esquecer de nada.
Meu amor por você não tem fim, meu pai. Todos os dias da minha vida eu me recordarei de você com saudade.
Ainda não sei como seguir em frente. Vivo há 10 meses com uma saudade profunda e o pior é que sei que ela não irá terminar.
Você se foi deixando aqui um vazio que mal consigo descrever. Minha vida perdeu a cor e a alegria e eu só posso olhar para as nossas lembranças e sentir a sua falta. Meu coração está cheio de saudade.
Já passaram tantos meses quanto os dedos de duas mãos desde que você partiu para todo o sempre.
Temos sentido muito a sua falta. Cada um de nós se vai recordando de você à sua maneira. Há quem prefira nem mencionar o seu nome, para não acordar novamente a dor adormecida no peito.
Eu, por exemplo, prefiro me recordar de você quando estou só. Nessas alturas me sinto mais próximo de você e o meu coração parece sossegar.
Cada um tem a sua forma de se recordar de você, mas, mesmo que silenciosos, são muitos aqueles a sentir a sua falta. Não precisam de o dizer, está no olhar deles.