O Natal é o momento mais inspirador do ano. É nesta data que a luz ilumina mais forte e o amor está mais presente na vida das pessoas. Mas viver esta época longe de quem amamos, distantes de quem já partiu é algo ruim demais.
Não tem como explicar a dor que se sente quando não estamos perto. A saudade é gigante e a mágoa é mais trágica do que nunca. Mas temos de arrumar um jeito de sobreviver. Aqueles que se foram querem o melhor para nós.
Temos de encontrar a felicidade; temos de sorrir e celebrar o Natal com a certeza que o amor continua mesmo que os abraços ou beijos não existam mais. Feliz Natal! Especialmente para quem sente saudade de alguém.
Você foi, é e sempre será o meu grande amor! Mãe, não é fácil passar esta época sem a sua presença; será a primeira vez. Sinto que vou desabar a qualquer instante; vou chorar, gritar seu nome.
Na verdade, nem me parece Natal! Sinto que agora já nada me dá entusiasmo, febre, fulgor de qualquer coisa. É incrível, mas desde que você se foi nada ficou igual; tudo se tornou mais cinzento e triste.
Mas uma coisa eu prometo, mãe: vou lutar, me esforçar para ser o mais feliz possível neste Natal. Eu sei que se você pudesse me pediria para sorrir. E eu quero cumprir seus desejos.
Não será fácil, mas tentarei. Serei feliz por você, mãe.
Esta é a dor maior que alguém pode experimentar na vida. Não tem como encontrar paz ou felicidade no Natal sem toda família. E nesta época eu não paro de pensar no meu pai que se foi cedo demais.
Faço meu luto todos os dias, mas parece que está longe de terminar esta angústia; esta saudade. Eu sei que um dia vou recuperar e retomar meu caminho para felicidade. Mas agora, no Natal, eu só quero homenagear o grande homem que foi meu pai.
Quero que você saiba que estou muito entusiasmado com a tua viagem. Isto porque eu sei como isso vai te fazer feliz. E a tua felicidade é a minha felicidade.
É certo que não vai ser fácil estar longe de alguém que eu desejo ter sempre do meu lado, em todos os momentos. A saudade vai apertar, mas a esperança do nosso reencontro me dará forças para aguentar.
E quando você voltar, estarei aqui, te esperando como uma criança que espera pelo Natal, como um terreno seco que espera pela primeira chuva da época. Vou te receber com o coração batendo forte, com um abraço carinhoso e com um sorriso genuíno.
Estaremos fisicamente separados, mas não ficarei desesperado, porque quando dois corações são unidos, não há distância capaz de separar. Nada nem ninguém poderá mudar aquilo que eu sinto por você, porque o meu amor é baseado em Deus, que tem muitas coisas boas reservadas para nós quando você regressar.
Todo mundo associa o Natal à paz, ao amor e à alegria de estar vivo, ao nascimento, à felicidade. Mas este ano você não consegue encontrar toda essa euforia. Mas calma, estar doente não é o fim do mundo.
É dramático, eu sei, porque queremos estar junto de quem amamos e celebrar em grande estilo; aproveitar intensamente o espírito natalino. Mas este ano as coisas estão diferentes e as limitações estão maiores.
Mas não se preocupe, porque em breve tudo irá passar e essa doença dará lugar a uma festa sem dimensão, uma comemoração infinita! Ah, e não se esqueça que mesmo assim você terá direito a um presentinho, é claro! Feliz Natal!
Amada avó, desde que você nos deixou que não há dia em que não sinta a sua falta, mas essa saudade se intensifica mais quando se aproximam as datas especiais, como é o caso do Natal.
Há um vazio que só se sente nos dias de celebração em que a família está toda reunida. Toda? Não, pois jamais poderemos afirmar que a família está completa quando você não está presente. Mas ainda assim nos reunimos, procurando mascarar a saudade, cada um do seu jeito, e ocupando o vazio com a nostalgia e as histórias do passado.
Minha avozinha, minha segunda mãe, minha doce rainha. Você se foi e deixou a minha vida vazia, sem cor, sem sabor, e sem o seu amor de vó. O domingo já não tem a mesma graça, a cadeira de balanço já não se mexe, e já não há pão de ló.
Você que sempre esteve presente em minha vida com o seu cheirinho de pó de arroz. Você que trazia alegria com os seus vestidos floridos de primavera. Você que cantarolava cantigas de ninar e brincar agora já não está cá.
Como vai ser, vovozinha, brincar de amarelinha no seu quintal sem banho de mangueira no final? E como vai ser no natal? O meu coração se aperta como um laço com nó cego, dói como se tivesse sido acertado por prego e martelo. Já sinto tanta saudade que sei que nem com a idade irá acabar.
Fica com Deus vovozinha, eu sei que um dia eu vou voltar a encontrar você.